DESCRIÇÃO

 

Uma vez mais voltamos à linda Serra da Peneda. Desta vez  para descobrir a sua encosta poente que tem como limite o Rio Vez, com as suas aguas límpidas e cristalinas num enquadramento paisagístico de rara beleza.
 Bem cedo rumamos até aos Arcos de Valdevez, pois esse foi o ponto de encontro com os elementos do grupo “Um Par de Botas”, que acederam palmilhar connosco este bonito percurso. As previsões da meteorologia não davam boas noticias para o dia, mas esse facto não abalou o propósito que nos levou até aquelas inconfundíveis paragens minhotas. Assim com redobrado interesse fomos à procura de Sistelo. Pequena aldeia serrana, que é sede de freguesia e cuja fundação remonta a tempos bem distantes, de acordo com a descrição que se pode encontrar no site da junta de freguesia.
Após a foto de "família" habitual partimos à descoberta das belezas da zona. O caminho que utilizamos para subir a encosta da montanha levou a que pudéssemos desfrutar do bonito enquadramento que representam os pequenos campos de cultivo que são o cartão de visita destas paragens, que em socalcos, vão conquistando pequenos pedaços de terra arável à imponente montanha que a partir dali começa a sua ascensão. O mau tempo, esse, continuava a ameaçar cair sobre as nossas cabeças, mas alheios a esse constrangimento continuamos a nossa progressão em direcção ao nosso objectivo num ameno e salutar convívio. No caminho até á Chã de Couço, alguma indecisão no caminho a tomar, devido  falta de vestígios do mesmo e também ao arvoredo denso que dificultava a orientação do GPS. Ultrapassada que foi esta contrariedade, o grupo dos nove caminheiros, cedo encontrou o estradão que os levaria à Branda da Cerradinha. A chuva e vento tornaram-se uma constante, que prejudicou e de que maneira a segunda parte da caminhada, que prometia ser a mais espectacular, com a vista sobre o Rio Ramiscal. Ficamos privados do cenário, mas não de boa disposição. Na pausa que fizemos na cabana de pastores que se ergue lá no alto da Branda da Cerradinha, e onde a par do espanto da existência de  uma TV, cuja energia usada provinha do ar canalizado,(outra energia renovável) , apareceram os pasteis de algas que em paralelo com outras iguarias retemperaram as forças e secaram alguns ossos. Lá fora o nevoeiro estava  cerrado o que impossibilitou, o reatar  da caminhada, dando cumprimento ao traçado proposto. O resultado foi o improviso, que nos trouxe surpresa atrás de surpresa até finalmente encontrarmos o ponto do GPS que nos "meteu na ordem". Com passagem pela Branda do Rio Covo e a Chã da Armada e após 7 horas bem molhadas estávamos novamente em Sistelo, saboreando umas cerejas colhidas de uma árvore centenária que no largo da freguesia e nas tardes de calor dá boa e fresca sombra
O convívio alegre teve o seu final à mesa do "Barriguinhas" nos Arcos deValdevez, onde, para surpresa nossa, meteu bolo de chocolate, uma "praxe" habitual do grupo UPB. Uma palavra de agradecimento pela companhia para eles, pois mostraram-se excelentes caminheiros e de uma simpatia que apraz registar. “Gente Boa”

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