DESCRIÇÃO
Escolhemos a Serra da Peneda para a nossa primeira caminhada do ano que agora começa, e fomos conhecer, ou melhor, tentar conhecer e já iremos explicar porquê, uma zona da Serra que nos era totalmente desconhecida.
Nas diversas incursões que fizemos nesta serra nortenha, sempre ficou a “promessa” de um dia darmos um pulinho à Fraga das Pastorinhas que, tal como a Fraga da Meadinha, constituem autenticas “Mecas” para os entusiastas da escalada em rapel, dada a sua morfologia e imponência.
De “Rodas ao caminho” rumamos até Castro Laboreiro e de seguida até Pousios- Ribeiro de Cima, onde começamos a nossa caminhada. A meteorologia até dava sinais de colaboração aumentando assim as expectativas de todos, face ao que se antevia no tocante a vistas soberbas.
Vencendo uma acentuada subida logo no início, eis-nos chegados ao “Curro da Velha”, antigo curral de pastores, já fora de uso e com sinais evidentes de degradação. Foi aqui que as condições da meteorologia se alteraram radicalmente, pois o céu azul salpicado de nuvens brancas, deu lugar a um tecto muito baixo de nuvens que não permitiam vislumbrar as bonitas paisagens que esperávamos encontrar. O terreno ainda estava coberto de um não muito espesso manto de neve a assinalar uma atmosfera fria e húmida.
Foi nestas condições que atingimos o ponto mais alto da caminhada, 1141 m, no MG da Água Santa, local onde encontramos uma “targeta de cumio” deixada por um grupo de caminheiros do país vizinho, que lá tinham estado em Setembro último. O tecto de nuvens continuava muito baixo, não permitindo tirar partido da altitude a que chegamos.
Rumo ao nosso destino, lá fomos registando, aqui e ali, por entre pequenas abertas, que o “passeio” seria ainda mais espectacular, se de dia claro se tratasse, pois a incursão no terreno era feita toda a corta mato e a sua morfologia, zona de semi-planalto , daria “pano para mangas”. Mas o S. Pedro não quis nada connosco, e presenteou-nos com uma chuva persistente e um nevoeiro cada vez mais cerrado.
As condições atmosféricas iam-se agravando à medida que avançávamos no terreno. A ponto de nas proximidades do nosso objectivo, escassos 300/400 m, a visibilidade era praticamente nula. Não permitindo sequer escolher melhores alternativas para se progredir no terreno e caminhar por cima das rochas, tinha-se tornado um problema, por falta de aderência das botas (coisas do frio e gelo). Foi então decidido, por não existirem condições de segurança, que deveríamos iniciar o caminho de regresso ao ponto de partida, que caso não estivéssemos munidos de GPS, teria sido muito complicado encontrar o rumo certo, tal era a falta de visibilidade.
No final, a par de um “ banho de todo o tamanho” ficou a frustração de ter caminhado num terreno de excelência, e não ter sido possível tirar partido disso.
TEMOS DE VOLTAR!…
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