DESCRIÇÃO
Depois de alguma acalmia na caminhada anterior, bem própria do recomeço de “hostilidades” e que nos levou até à Serra d’Arga, voltamos ao “nosso ritmo”.
Fomos até Castro Laboreiro, para conhecermos a zona de transição entre as serras de Laboreiro e da Peneda. Desenhamos e levamos a cabo um percurso que apelidamos de “ Percurso da Senhora de Numão”. O santuário de Numão é um pequeno mas muito bonito recanto da freguesia de Castro Laboreiro é um local perdido no meio de um vale apertado, já muito perto da fronteira com Espanha. Para lá chegarmos começamos a nossa marcha, no lugar de Campelo em direcção a Cainheiras utilizamos um caminho que nos levou a através de uma descida acentuada até encontrarmos uma estrada que abandonamos para palmilhar um caminho florestal que dá acesso ao referido local de culto. Contudo e querendo ter uma perspectiva de toda a zona envolvente a Castro Laboreiro, deixamos o referido caminho para agora subirmos ao topo da montanha através de um pequeno carreiro que o gado utiliza para acesso às pastagens. Valeu a pena. O panorama que se tem lá do alto compensa, largamente o esforço que é exigido, para lá chegar, pois a vista perde-se não só pela área envolvente a C. Laboreiro mas também pelas montanhas da Serra da Peneda, pelo Penedo Grande e as montanhas da Serra de Laboreiro e, bem lá no fundo, o pequeno local, que deu nome a esta caminhada.
Soberbo!
Na descida em direcção à Sra de Numão tivemos que contornar alguns penhascos até reencontrarmos, de novo o referido caminho florestal. Daí a nada estávamos no nosso destino. Era tempo de entretermos os estômagos e recuperarmos as forças, pois ainda estávamos muito longe do final. Rumo a Seara, tivemos que “galgar” a outra encosta contornando o Penedo Grande, imponente monólito implantado no topo da montanha.
Depois, Pradosouro e Eiras, no caminho até Portos para aí descobrirmos a Ponte Celta que nos faltou ver na anterior caminhada que fizemos naquela zona. Valeu pelo testemunho dos tempos, a acreditar na informação que nos deram os habitantes locais.
É uma ponte muito antiga, há até quem diga que tem 4.000 anos. Será verdade?.
Curral do Gonçalo, foi a última povoação que cruzamos antes de novamente chegarmos ao ponto de partida.
Bonito passeio este que fizemos em Castro Laboreiro e que o bom tempo ajudou
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