DESCRIÇÃO

 

De novo na Serra do Laboreiro, fomos palmilhar o planalto de "Castro Laboreiro", em busca dos vestígios arqueológicos que ali, dizem abundar. Frio, como sempre naquelas paragens, foi o que se nos deparou à chegada a Rodeiro, simpática aldeia, nas margens do Rio Laboreiro, cuja nascente se encontra a pouco distância, mais a montante. Apesar do frio nada nos demoveu de encontrar aquilo a que nos propusemos.

À medida que penetrávamos no coração do planalto dávamos a identificar pontos que foram por nós visitados aquando de outras caminhadas, o caso do "Penedo Grande" sempre majestoso e omnipresente e o Alto do Giestoso, o ponto mais elevado da região.

Sem darmos por isso, estávamos já na linha de fronteira  e ai fomos dando conta que grande parte dos vestígios que procurávamos se encontram ainda pouco visíveis, pois os trabalhos de prospecção, para os por a descoberto, ainda não mostram grande desenvolvimento.  Provavelmente com o intuito de os preservar, mas que estão lá e abundam isso fica bem patente aos olhos de quem, como nós, por lá passa. O exemplo mais representativo  dessas construções é a mamoa de Portela do Pau, bem junto à linha de fronteira.

Após uma pequena pausa para retemperar, no MG do Pau, continuamos o nosso caminho agora acompanhando o Rio Laboreiro, na direcção do Alto da Fecha. Nessa altura tivemos a companhia da chuva que já ameaçava desde o começo da caminhada, mas nada de grande transtorno. A corta mato, lá fomos à conquista de mais um marco geodésico, este a 1.214 m .

O final da nossa caminhada já se via lá no fundo, junto ao rio, mas ainda foi preciso quase uma hora de caminho a serpentear  terreno bravio, para lá chegar.De novo  no ponto de partida,  ainda tivemos tempo para  apreciar algumas relíquias do passado que resistem ao passar do tempo, como o forno comunitário e a ponte que dizem ser  "Celta".

Antes do regresso ainda houve tempo para se comprar algumas peças do  fumeiro de Castro Laboreiro.     

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