O PERCURSO
De regresso a terras de Espanha, serra du Xurés, desta vez para um percurso a partir da fronteira de Ameixueira, tendo como objectivo a aldeia de Ribeiro de Baixo, Castro Laboreiro, através da travessia do rio Laboreiro, do lado Espanhol para o lado Português, sobre um pontilhão existente na aldeia. O regresso seria feito através da margem, do lado português, mas pelo facto da Luísa ainda ir trabalhar nesse dia, resolvemos encurtar o percurso e atravessar novamente o rio Laboreiro, para o lado Espanhol, um pouco mais à frente, e regressar a partir dai pelo mesmo percurso.
Iniciamos o percurso e cedo os nossos sentidos se deliciaram com a paisagem envolvente, toda cheia de colorido, no seu máximo esplendor.
A zona montanhosa era de uma beleza e quietude impressionantes, algumas delas mais pareciam desafiar o espaço.
Cedo as máquinas fotográficas e de filmar tiveram contacto visual com o rio Laboreiro, as suas quedas de água e enseadas que nos acompanharam na maior parte do percurso.
Uma vez na aldeia, fizemos a habitual paragem para ingestão de algum alimento e bebida e abordamos dois habitantes da aldeia, o sr. Emílio e esposa, com quem conversamos e a quem solicitamos algumas informações sobre o melhor local para fazer a travessia. Começamos a caminhar e fizemos a travessia num local que nos pareceu o melhor, e mais seguro. No entanto essa travessia tornou-se numa verdadeira aventura, cheia de pica, na qual de certeza nunca participaria o nosso companheiro Resende, ausente em parte incerta.
Depois a subida íngreme do rio Laboreiro, por zona de queimada recente, até alcançarmos o caminho, também essa se revelou cheia de adrenalina que o diga o "Jorginho Armani".
Finalmente de pé posto no caminho que nos havia levado à aldeia, os companheiros Cunha e Luísa que não gostaram de fazer o mesmo percurso de regresso, que é uma chatice, optaram por seguir a sua aventura rumo ao desconhecido, o que os levou ao cemitério de Pereira. Conseguimos estabelecer contacto através do telemóvel e ficou combinado que os iriamos buscar de carro. Foi o que fizemos e de seguida atacamos a estrada e o almocinho no restaurante já nosso conhecido em Castro Laboreiro, com uma vitelinha à maneira.
Enfim uma belezinha de dia com óptima temperatura e um belo grupo de seis participantes, que fica para recordar.
Que o digam a Luísa e o Cunha. |
|