DESCRIÇÃO
Manhã cedo de um dia de verão que teima em não chegar, partimos para a descoberta da Serra do Laboreiro, situada no extremo norte do Parque Nacional Peneda Gerês, bem lá na fronteira onde o Portugal acaba e a Espanha começa. Aqui, o relevo contrasta com o da vizinha Serra da Peneda, pois as suas montanhas embora grandes em altitude têm as suas vertentes suaves dada a configurarão, arredondada de vegetação rasteira e com Mamoas no cimo de algumas delas.
Partimos nesta nossa "nova aventura" da Branda de Portos. Pequeno aglomerado de casas, onde, apesar de estarmos no Verão, não descortinamos vivalma. Logo à saída do casario atravessamos uma ponte sobre o Ribeiro de Portos, cuja origem remonta ao tempo dos Celtas, daí o seu nome "Ponte Celta".
Tomando o caminho ancestral de inclinação relativamente suave, iniciamos a ascensão até ao ponto mais alto de todo o percurso, Gestioso, onde o marco geodésico assinala a altitude de 1336 m uma vez lá em cima permite avistar os pontos altos da Serra do Gerês e da Peneda. Tempo para uma ligeira paragem para retemperar as forças e entreter os estômagos, para logo, pôr as botas ao caminho, pois ainda havia muito para palmilhar. Algumas centenas de metros mais à frente encontramos o caminho que nos levaria até à linha de fronteira e sempre caminhando ao longo da citada linha até encontrarmos a nascente do Rio Laboreiro, e aproveitando o corta fogos, chegamos ao segundo ponto mais alto da região, a Cabreira. Outro marco geodésico que assinala os 1333 m, onde, novamente, aproveitamos para mais uma pausa regeneradora.
De volta ao rumo traçado "atacamos" o nosso último objectivo, o marco do Pedroso com os seus 1303 m bem no limite do contorno suave das montanhas da Serra do Laboreiro e o rochoso rude da Serra da Peneda. Foram umas horas a caminhar a corta mato, aproveitando de quando em vez, trilhos feitos pelo gado, especialmente o cavalar, pois avistamos várias manadas de garranos. Dada a abundância de vegetação rasteira, a progressão foi-se fazendo com naturalidade, salpicada aqui e ali, pelas já habituais notas de boa disposição e de excelente convívio, que são o estímulo para que os nossos objectivos sejam alcançados. Lá chegados e após avaliação do melhor caminho a percorrer até final, empreendemos uma descida bastante íngreme para cortar caminho, e, confiando no ditado popular que diz "A descer todos os santos ajudam".
Finalmente, 6 horas após o começo estávamos novamente na Branda dos Portos, celebrando mais um final e felicitando o nosso convidado, Carlos Costa, que mostrou, quer no terreno, quer no convívio final à mesa em Castro Laboreiro, estar à altura desta e outras "lides". Esperamos vê-lo com mais regularidade a caminhar ao nosso lado.
NATUREZAS.COM
|