O percurso
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Como lá chegar
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       Descrição do percurso

O dia prometia, e acreditando nas previsões um pouco optimistas da meteorologia, lá rumamos à Portela do Homem, para aí darmos inicio ao percurso que  nos levaria até ao Alto de Santa Eufémia, em pleno território de "nuestros hermanos" .

Iniciamos a subida pelo lado português da fronteira, e logo deu para perceber que não teríamos pela frente os rigores da intempérie da noite anterior, mas que também  não seria propriamente um passeio em tempo de "primavera". Começava a cair uma chuva fria e salpicada aqui e ali por uns flocos de neve, que à medida que progredíamos em altitude se tornavam cada vez mais frequentes.   Por sorte de quando em quando a luz do sol conseguia penetrar no manto denso das nuvens, permitindo que nossos olhos se deleitassem com as vistas sobre as imponentes montanhas que compõem o maciço do Gerês, salpicadas de branco, compondo quadros de um belo bravio sem igual.  Perante este cenário lá fomos subindo, subindo, até encontrarmos a zona de planalto, nas imediações  da Lage das Eiras. Daí até ao citado Alto  foi coisa relativamente fácil. Ao atingirmos o nosso objectivo, S.Pedro fez questão de nos  brindar com um sol, não radioso, mas o suficiente para darmos por bem empregue as calorias queimadas pelo esforço de caminharmos até  tão magnifico local. Não é muito alto, é certo, mas que proporciona a quem  lá chega, uma vista que dificilmente se esquece. Não há dúvida. Dali pode-se avistar todas as enormes montanhas do Gerês, as serras, Amarela, Soajo e Peneda bem como o  serpentear do Rio Lima. Parafraseando alguém do grupo :              -"Tienes Galizia à tus piés" .Ou não estivéssemos nós em Espanha...

Após estes momentos de puro deleite havia que por as botas ao caminho, pois o anseio por uma boa refeição, sobrepunha-se a todos os outros pensamentos. Como por castigo à tentação do "Deus Baco" , de repente vimo-nos no meio de autentica tempestade, com   granizo, vento e até trovoada, que fez apressar o nosso regresso. Agora, pelo estradão de volta à fronteira saborearmos, deliciosos e maduros, medronhos que íamos encontrando  pelo caminho. Estava praticamente no fim mais uma caminhada que certamente recordaremos para sempre , pois tão bons foram os momentos que nos proporcionou !        Naturezas.com