DESCRIÇÃO

Saída de Braga às 7h em ponto!

De viatura seguimos pela ‘’serra do carvalho’’ até à Barragem de Caniçada – Entre-Pontes e fizemos a subida pelo São Bento da Porta Aberta passando por Covide e Barragem de Vilarinho das Furnas torneando depois as encostas cobertas de tonalidades verdes e amarelas até Brufe (Terras de Bouro), onde estacionamos a viatura.
Começamos a caminhar pelas 8,15h e o tempo clareou após a chegada, já que no percurso de Braga a Brufe, as caretas climatéricas não adivinhavam ‘’boa coisa’’. O nevoeiro era rei e senhor no percurso auto .
Fomos andando por caminhos trilhados pelo Escritor Miguel Torga como rezam os seus ‘’Diários do Torga’’.
A subida foi agradável já que a fresca matinal facilitou as coisas e em boa parte do percurso, não foi necessário ‘’cortar mato’’ já que uma qualquer fada havia traçado uma espécie de ‘’trilho’’ montanha acima. Não sabemos quem o fez, pensamos ter sido alguma equipe de ‘’sapadores’’ para facilitar o acesso pedestre quando os fogos lá possam chegar.
Parte do percurso, cruzamos com sinalização de Grande Rota, sendo que um pequeno desvio logo interrompido, mas que um pouco à frente segue até às Casarotas. Com estas marcas e as mariolas é quase impossível não chegar ao local, marcado nas cartas modernas como Chã do Salgueiral.
Chegados às Casarotas, o vento não muito frio já se fazia sentir, o que resultou em ajuda e daí em diante, o nevoeiro, finaalmente foi penetrando no nosso trajecto, embora tímidamente.
 Nada que detivesse a vontade de caminhar .
Já um pouco mais acima, nos contrafortes da Serra Amarela, sobranceiros à barragem de Vilarinho das Furnas, eis senão quando, a nossa visão, foi presenteada com ‘’um pinote’’ a uns vinte metros de uma bela Corsa!... Contornou o desfiladeiro ‘’num ápice’’... e poucos minutos após, fazia uma correria louca lá bem no fundo numa pradaria onde havíamos passado... Lindo!!!...
Lá prosseguimos em direcção ao alto das antenas dos ‘’Emissores do Muro’’, e... olhando para uma pequena branda lá mais em baixo, fugiam ‘’olhando sempre para trás’’... um casal de Javalis... e ao fugirem, iam travando para que as três crias os acompanhassem na debandada... Belo!...
Em todo o percurso, para além do constante chilrear da passarada, escutavamos e tropeçavamos com os ‘’grilos’’... e... os imensos amarelos, rosas e verdes da paisagem consolavam-nos o olhar.
Chegamos a Brufe após descermos as ravinas da aldeia de Cortinhas,
pelas 15,30h..

 

 

     

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