DESCRIÇÃO

Finalmente a Macedónia/Amazónia.
Foram necessários sete anos de preparação, de percursos variados, em condições adversas de terreno e tempo, para finalmente merecermos a confiança do  Comandante  Filipão, para enfrentar a grande prova final, da mata virgem e inexpugnável da MACEDÓNIA/AMAZÓNICA.
Esta prova é considerada na hierarquia da pirâmide do grupo Naturezas, pelo Grande Comendador Filipão, como o último patamar a atingir pelos seus membros mais ilustres.Daí a grande dificuldade em elaborar o traçado, anos de muita pesquisa, e conseguir participantes destemidos.
Fruto do que se avizinhava, só responderam ao desafio cinco pedestrianistas,  ilustres e valorosos, um dos quais, uma mulher, a Luísa, esta sim uma GRANDE MULHER, quer no aspecto físico quer psicológico.
Iniciamos o percurso muito cedo, cerca das 8H30, junto à Basílica de S. Bento, descendo em direcção a Seara, passamos junto à Escola onde o F.Lopes recordou os três magníficos anos de trabalho, com os miúdos da zona e começamos a penetrar na densa floresta,  rumo a Calcedónia.
A floresta era formada por silvas, mato, carqueja, fetos, giesta, pinheiros e outros arbustos, todos de dimensões absolutamente irreais. A subida era a pique, não fazíamos a menor ideia de onde colocávamos os pés, pois a terra não se via era só floresta densa que tinha que ser desbravada à catanada, passando-lhe por cima.
A média não se pode calcular, era um passo para a frente e dois para trás, o tempo passava e não víamos forma de avançar nem de nos livrarmos de tanto mato ou de encontrar o Norte ou vestígios de algum carreiro e os GPS's absolutamente loucos. Começou a falar-se no apoio aéreo. Na noite. Nos fósforos e mantas de agasalho de 1 €. Chegou o meio-dia, era necessário comer e beber e houve quem não conseguisse comer sem antes encontrar o Norte. O Cunha nem vontade tinha para comer a baba de camelo.
As forças começaram a faltar, mas eis que surge uma força interior no meio do grupo capaz de comer o monte, a vegetação, devorar tudo e avançar, avançar, avançar sem saber para onde, mas avançar.
Foi um percurso absolutamente indescritível, cheio de pica e adrenalina como há já muito tempo não se vivia no Grupo. Só quem lá esteve pode perceber do que estamos a falar. Não podemos dizer como é habitual, foi lindo, lindo, lindo.  Antes podemos dizer foi F... F... F.(Fantástico) e muito bom.Comandante, ainda cá está para atravessar outras florestas virgens.
Almocinho no S. Bentinho, livre de perigos, para retemperar e comentar o percurso e o dia que passou a correr. Fica para a História este trilho.

 
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