As perspectivas para este dia de caminhada eram pouco optimistas, chuva, trovoadas, constavam das previsões. Mesmo assim sete caminheiros não se deixaram intimidar com o panorama, e partiram bem cedo até Povoa Dura, pequena aldeia situada bem perto de Aboim da Nóbrega, local escolhido para início e final de mais uma das nossas caminhadas quinzenais.
O objectivo passava por palmilhar trilhos e veredas a partir desta aldeia que nos levariam até lá ao alto em St. António de Mixões da Serra e regresso novamente a Povoa Dura.
Iniciamos junto à capelinha de S, Sebastião, onde se ultimavam os preparativos para as festividades deste fim-de-semana. Após alguma indefinição na escolha do melhor caminho, nosso apanágio diga-se, depressa nos embrenhamos pelo trilho certo e no meio de muita giesta, vegetação muito comum naquelas paragens, lá subimos a encosta para, pouco depois, descermos até às margens da Ribeira de Cabra, ribeira que havíamos de acompanhar por um trilho estreito e por vezes de difícil progressão dada a quantidade de linhas de água que alimentam aquela que é um afluente do Rio Homem. Como é sabido quando muito se desce muito tem que se subir. E mais uma vez confirmamos a veracidade do velho provérbio até Mixões da Serra tivemos que fazer uso, e que uso, das pernas e pulmão! Pois meus amigos, não há pausas! É sempre a subir.
Lá no alto, junto à igreja de arquitectura pouco comum, era justo uma pausa para descanso e reposição dos líquidos e sólidos. Ainda deu tempo para subir o escadório até junto da imagem do santo que dá nome à terra e onde se desfruta um panorama lindo, mesmo com o céu com nuvens.
De lá até final foi um encadear de trilhos e caminhos atravessando zonas rurais e florestais tão típicas do nosso Portugal profundo. De volta, novamente à capelinha de Sebastião, agora já com os adereços próprios de romaria que se preze, mais de 15 kms percorridos de bom e alegre convívio bem ao nosso gosto.
naturezas.com