O Percurso

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Fotos

 

                            Descrição da caminhada

 

 

         O Lugar da Peneda é um local remoto nos confins da Serra com o mesmo nome, que exerce um fascínio marcante sobre as pessoas das mais diversas origens. Quer por ser um dos locais de culto mariano mais importante do Alto Minho e que atrai inúmeros fieis, mas também porque se encontra situado num dos locais mais bonitos e aprazíveis do Norte de Portugal, fazendo com que para ali convirjam muitos dos amantes da natureza e dos desportos radicais. Toda a Serra faz jus ao seu nome, pois por todo o lado afloram enormes maciços graníticos entre os quais se destaca a  Fraga da Meadinha, bem junto ao Santuário, cuja face virada a nascente, é uma autentica parede que se ergue  imponente até aos 986 mts, fazendo as delicias dos escaladores, estando até referenciada nos roteiros internacionais da modalidade. Claro está que os  adeptos do Traking também encontram  naquela zona motivos mais que suficientes para palmilharem os trilhos e veredas que por lá abundam. Foi o que fizemos, fomos conhecer o Trilho da Peneda, percurso com cerca de 11 Kms que vai deste o Lugar da Peneda até à povoação de Bouça dos Homens e regressa novamente ao ponto de partida. Iniciamos o trilho por um antigo caminho a norte da povoação que nos levou ao ponto mais alto do percurso, designado por Portas, descendo o outro lado da montanha na direcção de Bouça dos Homens, antiga Branda., onde se podem encontrar a par de construções mais recentes, casas que remontam ao período em que o lugar era utilizado para pasto do gado.

           O regresso faz-se por um carreiro que era  utilizado pelos peregrinos que rumavam ao Santuário vindos de S. Bento do Cando e outras povoações de Arcos de Valdevez., passando junto a uma represa que num passado recente era utilizada para a produção de energia que alimentava a povoação da Peneda. Dai encetamos a descida em direcção ao final do percurso, cuja inclinação e bastante acentuada, alias, mesmo a condizer com a Fraga que referimos no inicio, o que nos levou a concluir que a direcção que tomamos no inicio do trilho, terá sido a mais correcta.

           De referir que apesar de ser um percurso homologando, não logramos encontrar sinalética apropriada, sendo que, o percurso feito em dias claros, a orientação é fácil, mas em dias de visibilidade reduzida somente a forma de orientação pelas mariolas é que é possível.

           No final quando nos preparávamos para uma retemperante refeição no único sitio existente no local, designado por Hotel, fomos confrontados com a insólita situação de vermos negado o serviço, pelo adiantado da hora, Isto tão somente por serem 14 horas e 15 minutos de uma tarde de Agosto. Será que a referida unidade hoteleira, procederá da mesma forma em Outubro ou Dezembro?!  Coisas do monopólio....  

 

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