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Descrição do percurso

Este foi um percurso que
desde logo prometia ser diferente daqueles que até à data havíamos
feito, tanto pela extensão, pelas características do terreno, como pelo
o numero de pessoas envolvidas, pois não só se limitou à participação dos
elementos de NATUREZAS.COM, mas também de um grupo bem numeroso de pessoas
desejosas de transformar o evento num convívio alegre e bem disposto,
numa sã e exemplar convivência com a Natureza no percurso quiçá dos
mais bonitos que se poderá encontrar em todo o nosso Minho.
Desta feita a organização ficou ao cargo da Direcção de Biblioteca
Manuel Monteiro - Escola Secundária Alberto Sampaio, ficando à nossa
responsabilidade a orientação e coordenação das movimentações no
terreno.
Cedo deu para perceber que, embora sem preparação para tão longa
caminhada, ali estavam elementos cheios de coragem para enfrentar o
desafio proposto, tal era a vontade de vencer, neste caso, as milhas que
entretanto nos iam aparecendo pela frente e não foram poucas, diga-se em
abono da verdade. O ritmo imprimido por alguns dos elementos foi de tal
modo "endiabrado" que as primeiras 8 milhas foram galgadas em apenas 3
horas. Era então chegada altura para o 1º ponto de paragem afim reconfortar o corpo e o
estômago. Fizemo-lo em ponto estratégico, de modo a permitir que o mini
autocarro com os "mantimentos" pudesse dar a preciosa ajuda, para trás
tinha já ficado a Capelinha de S. Sebastião e as lindas vistas sobre as
aldeias de Balança e Chorense.
Após 1/2 hora de "merecido" descanso, era tempo de colocar os pés ao
caminho até porque a distancia a vencer na segunda etapa prometia
algumas surpresas. O terreno deixou de ser "favas contadas", alguns
lamaçais que obrigaram a desvios para não estragar em demasia o calçado,
descida com cordas em zona de declive acentuado, motivado por
deslizamento de terras nas imediações da milha XXIII,
fizeram subir um pouco a "adrenalina". E como diz o ditado popular "cá
se fazem cá se pagam", houve quem se ressentisse do andamento inicial e
desejar que o final desta 2ª etapa estivesse perto, pelo que foi
necessário usar do truque alentejano " vamos lá, é já ali !!. São
só mais duas curvas..". Covide e S. João do Campo foram
ultrapassados já com patente dificuldade por alguns "heróis", mas
também não admirava já lá iam mais de 25 Kms de "aventura". O final da
2ª etapa aconteceu no cruzamento com o estradão que segue até á Mata da
Albergaria.
Faltava fazer a 3ª e última parte de todo o percurso, aquela que em
termos de beleza natural e paisagística é a mais rica, e portanto havia
que levantar o "moral das tropas" após alguns momentos de vacilação. Era
importante não "morrer na praia" e até porque só faltavam " 8 Kms
ou seja, mais hora e meia de caminhada...". , havia que puxar pelo
"ás de trunfo" (troca de calçado). Formado o "grupo dos resistentes" lá
partimos para a conquista do objectivo final, e valeu a pena, pois como
foi dito, encontramos além de paisagens de encher o olho, autenticas
preciosidades nos vestígios arqueológicos ali patentes, desde um
mar de marcos miliários, calçada romana original, pedreiras (as fábricas
dos marcos miliarios, com blocos de granito ainda em fase de corte),
simplesmente espectacular...
Finalmente o objectivo estava alí diante de nós, após 38 Kms de
caminhada, um feito digno de registo especialmente para aquelas pessoas
que não tendo preparação, resistiram heroicamente. PARA TODOS
ELES, A NOSSA ADMIRAÇÃO !!!!
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