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Serra Amarela, pela sua situação geográfica é sempre ponto de atracção
para qualquer entusiasta do contacto com a natureza, não obstante o
chamado "progresso" já por lá ter aparecido, mas que apesar disso, ainda
mantêm partes intactas, livres da presença constante de elementos
perturbadores, tão habituais em outros locais não menos belos, como é o
caso da Serra da Cabreira.
Paredes meias com o maciço da Serra do Gerês, apresenta duas vertentes
morfologicamente diferentes, uma mais "suave" virada a poente e outra
bem mais agreste, com picos e desfiladeiros imponentes, do lado
nascente, a fazer lembrar que o Gerês é já ali.
Naturezas.com já lá havia estado, aquando das 1ªs caminhadas do
grupo. Por isso desta vez decidimo-nos lá voltar, para agora ataca-la
precisamente pelo lado poente. A aldeia de Ermida foi o local escolhido,
e manhãzinha bem cedo, num dia em que S, Pedro nos brindou com um sol
esplendoroso, lá iniciamos a subida até ao ponto mais alto da Serra,
apelidado de Louriça. Após atravessarmos a aldeia rumamos até à Branda
de Vilhares e dai até a um local de romaria, pensamos, pois nela se
encontra uma imagem de um Santo bem como toda uma área junto a
dois currais reconstruídos, com estruturas adequadas à prática de
veneração e culto da Fé, bem características das gentes minhotas. Daí
até ao objectivo foi subir, subir, para no final sermos
presenteados com um cenário de imponência, de nos sentirmos "no
topo do mundo", como alguém do grupo dizia.
Após algum tempo de descanso iniciamos o regresso, utilizando uma
vertente mais suave e que apontava na direcção de Ermida, foram um bom
par de kms feitos a "corta mato" que pela imprevisibilidade do
manto de carqueja e outros arbustos, que escondiam pedras e buracos,
tornaram a descida por vezes um pouco "penosa".
O final aconteceu a meio da tarde já com as pernas a pedir descanso,
pois chegados, contabilizamos 22 Kms e cerca de 7,30 horas de caminhada.
Valeu a pena!!!
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