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Pela 2ª vez consecutiva, tivemos que alterar à última hora os planos
da nossa caminhada quinzenal, consequência directa do "mau tempo" que se
tem feito sentir nos últimos tempos. Assim, tivemos que fazer uso
daqueles percursos que temos em agenda, para estas circunstâncias
imprevistas da meteorologia, e o escolhido foi o Trilho Combatentes da
Travanca, um percurso que faz parte da rede de percursos pedestres do
Município de Paredes de Coura. O motivo principal dos mentores deste
trilho é o de mostrar a quem o percorre, aspectos culturais e
paisagísticos, desta zona do Concelho de Paredes de Coura, bem no centro
do Alto Minho. O sugestivo nome "Combatentes da Travanca" tem haver com
sangrentos combates que naquela zona se travaram aquando da Guerra da
Restauração. O inicio situa-se junto à Capela da Sra das Abroteas,
rumando ao alto da Travanca, atravessa os campos verdejantes e pinhais
da freguesia de Cunha, podendo constatar-se um numero invulgar de
azevinhos que se destacam nesta época pelo colorido das suas bagas, mas
também se podem encontrar "manchas" de carvalhos, pinheiro-bravo e
outras espécies. O trilho utiliza caminhos rurais e de montanha e
leva-nos a lugares onde se podem contemplar belezas naturais como é o
caso do Alto da Travanca. Pena foi que na altura que por lá passamos, a
chuva que copiosamente caía, não nos permitisse ver convenientemente as
paisagens sobre o Corno do Bico e o vale do Rio Coura.
Daí
passando pelos viveiros florestais, desactivados como todos os outros
por esse País fora, passamos por Penim, onde na Ermida de St Estevão,
fizemos uma pausa para "enganar os estômagos" e retemperar um pouco,
aproveitando uma trégua da insistente chuva. Continuando a palmilhar o
caminho marcado, lá fomos atravessando alternadamente zonas de cultivo
e florestais, até que finalmente chegamos ao ponto de partida, com as
vestimentas completamente encharcadas, que obrigou a uma muda completa
para evitar "males maiores". No final restou o sabor de mais uma salutar
caminhada e de uma convivência ímpar que somente acontece quando,
quinzenalmente, nos reunimos.
Naturezas.com
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